Dor no Cotovelo Jogando Tênis? A Corda Pode Ser a Causa (e a Solução)

Dor no Cotovelo Jogando Tênis? A Corda Pode Ser a Causa (e a Solução)

Ilustração mostrando a vibração do impacto na corda se propagando até o cotovelo do jogador

Dor no Cotovelo Jogando Tênis? A Corda Pode Ser a Causa (e a Solução)

Se depois de um treino ou uma partida você sente uma pontada incômoda na parte externa do cotovelo — que piora ao segurar objetos, apertar as mãos ou até levantar uma xícara de café — você pode estar convivendo com epicondilite lateral, popularmente conhecida como "cotovelo de tenista". E a notícia boa é: na maioria dos casos, uma simples troca de corda pode reduzir drasticamente essa dor, sem precisar abandonar o esporte que você ama.

O Que é a Epicondilite (Cotovelo de Tenista)?

A epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões que conectam os músculos do antebraço ao epicôndilo lateral — aquele osso saliente na parte externa do cotovelo. Ela acontece por microlesões repetitivas causadas pelo impacto vibratório transmitido da raquete para o braço a cada tacada.

Apesar do nome, a lesão não é exclusiva de quem joga tênis: acomete também jogadores de padel, squash e até pessoas que fazem movimentos repetitivos de digitação ou trabalho manual. Mas no tênis, ela tem um vilão específico que costuma passar despercebido: a corda da raquete.

Os Sintomas Mais Comuns

  • Dor ao redor da parte externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço
  • Sensação de fraqueza ao segurar objetos ou apertar a mão
  • Piora da dor durante ou logo após o impacto da bola na raquete
  • Desconforto ao girar a maçaneta de uma porta ou levantar uma xícara

Se você reconhece dois ou mais desses sintomas, vale a pena revisar não só sua técnica, mas também o material que está usando.

Por Que a Corda Influencia Tanto na Dor no Cotovelo?

Toda vez que a bola bate na corda, uma parte do impacto é absorvida pelo encordoamento e outra parte é transmitida direto para o braço através do aro e do cabo da raquete. Cordas muito rígidas, muito grossas ou mal calibradas em tensão aumentam a quantidade de vibração que chega até o cotovelo — e é exatamente essa vibração repetitiva, tacada após tacada, que desencadeia e agrava a inflamação.

Isso significa que dois fatores pesam mais na equação:

  1. O material da corda — cordas de co-poliéster rígido (muito populares entre jogadores avançados por causa do spin) tendem a ser mais duras no impacto. Multifilamentos e sintéticas de boa qualidade absorvem melhor o choque.
  2. A espessura (gauge) — cordas mais finas (calibre 17/18, entre 1.18mm e 1.20mm) flexionam mais no impacto e distribuem melhor a energia, gerando menos vibração residual do que cordas grossas (1.27mm–1.30mm).

Quais Cordas Ajudam a Reduzir a Dor no Cotovelo?

A boa notícia é que você não precisa abrir mão de performance para proteger o braço. Existem cordas desenvolvidas especificamente para equilibrar conforto e controle:

  • Cordas macias de co-poliéster em calibre fino (como a Black Magic 1.19mm ou a New 1.20mm) oferecem uma sensação de impacto bem mais suave que poliésteres tradicionais, sem abrir mão do controle.
  • Sintéticas e multifilamentos (como a White Magic 1.25mm) são historicamente a categoria mais amigável ao braço, por absorverem melhor a vibração no momento do impacto.
  • Cordas com perfil triangular fino (como a Trionic 1.20mm) combinam sensibilidade e conforto com o spin que jogadores mais avançados não querem perder.

Um detalhe importante: se você já sente dor, vale considerar também baixar levemente a tensão do encordoamento (geralmente 1 a 2kg abaixo do que você usa hoje) — tensões mais baixas reduzem ainda mais a rigidez do leito de cordas no impacto.

Quando Procurar um Médico

Trocar a corda e ajustar a tensão ajuda bastante, mas não substitui avaliação profissional. Se a dor persistir por mais de duas semanas, piorar progressivamente ou vier acompanhada de inchaço, é importante procurar um ortopedista ou fisioterapeuta especializado em lesões esportivas antes de continuar jogando.

Resumindo

A epicondilite é um dos problemas mais comuns — e mais evitáveis — do tênis amador e intermediário. Antes de pensar em parar de jogar, vale revisar o encordoamento: cordas mais finas, mais macias e com tensão bem calibrada costumam resolver boa parte do problema.

Se você quer entender qual espessura e qual tipo de corda combina com o seu nível de jogo — e não só com a dor no cotovelo —, temos um guia completo e gratuito que leva menos de um minuto para responder.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica. Em caso de dor persistente, procure um profissional de saúde.

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